
caminhando ando ando
....ANDO pensando, pensando em como construo minhas imagens e quais têm sido meus temas e minhas ferramentas. A gravura em metal tem me dado a possibilidade de assumir vontades que deixarão marcas, mesmo sabendo que essas são duídas às imagens que construo. percebi que falo como se a imagem vc eu, ou um parente-amigo-amado. e que qdo um preto fica estremamente demasiado preto e sobrecarrega toda a imagem, isso diz de como aquela pessoa que ali se encontra imageticamente está sentindo....(meio maluco!)
Estou construindo agora uma paisagem....a paritr de uns desenhos de Toledo, essa paisagem nao tem dado certo, mas estou nela, esperando por uma idéia/sensação.
Daí que vou a biblioteca e alugo um livro (AGUÁ -MÃE Jose lins do rego) e nesse livro existe uma casa, a casa azul, assombrada por fantasma e cheia de um mistério trágico fatalistico, assombrado.(quase grego)...Lembro entao, do tempo em que eu era criança, do tempo em que tinha muito medo, medo da casa em que morava, e de invasões, do mal que poderiam causar em nossa família essas invasões.
De repente escuto vozes na casa em que moro hoje, e tenho novamente muito medo, e como voltando a ser criança meu sono perdido....
a gravura em que trabalho, aquela paisagem de toledo, já tem uma sombra de seu caminho...
Que linda!
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